quarta-feira, 6 de julho de 2011

Ciganos aplicam golpe de curandeirismo na zona rural do Quinari

Cerca de nove pessoas de uma família cigana (nômade) foram detidas
 nesta terça-feira (05) suspeitas de prática de curandeirismo na cidade 
de Senador Guiomard.

A retenção dos ciganos se deu, porque, segundo o delegado Marco 
Antonio de Toledo, parte dos investigados, foram a residência de 
uma aposentada de 74 anos, na Vila Campinas e, abordaram-na 
dizendo que a mesma estava acometida de um câncer e que eles
 tinham um amuleto milagroso capaz de curar a mazela que
 insinuavam estar no organismo 
da aposentada, mas o “remédio” custaria R$ 4,2 mil.

Para evitar que esposa morresse devido ao câncer inventado pelos 
espertalhões (ciganos) que aterrorizaram a família da idosa, seu 
companheiro vendeu as únicas economias, resultado de vários anos de
 trabalho (oito cabeças de gado) e apurou R$ 4,4 mil.

O pobre colono (nome não mencionado pela polícia) temendo pela vida 
da mulher comprou o amuleto, pelo qual pagou R$ 4,2 mil, exigido pelos 
golpistas, que depois de se apossaram do dinheiro retiraram-se do local
 jurando a cura da vítima que na realidade nunca esteve com problemas
 cancerígenos, porém antes de deixarem o local, recomendaram que não 
abrisse a embalagem do amuleto antes de 30 dias, caso contrario
 perderia o efeito.

O caso chegou ao conhecimento do delegado Toledo no início da tarde de 
hoje quando a vítima procurou a delegacia para denunciar o golpe sofrido, 
visto que um familiar desavisado das recomendações dos ciganos rompeu 
a embalagem do amuleto, vendido a peso de ouro, onde constatou se tratar 
de uma miçanga chechelenta (coisa inservível).

Um procedimento investigatório foi instaurado para apurar o caso e os 
suspeitos, que estão acampados nas imediações de um posto de 
combustível da cidade há cerca de cinco dias, conduzidos a delegacia 
para esclarecimentos, entre eles, Marino Alves, apontado pela vitima como
 sendo o líder dos ciganos. De acordo com a autoridade policial, os andantes
 são suspeitos de terem aplicado golpes nos estados de Rondônia e Rio 
Grande do Sul, a polícia não descarta a possibilidade de outras pessoas 
da zona rural do município terem sido vitimas do bando.

Os ciganos foram detidos sob a acusação de prática de curandeirismo, 
crime previsto no artigo 284 do Código Penal Brasileiro.

A pena para o delito é de seis meses a dois anos de detenção, e se o crime for praticado mediante remuneração, o agente fica também sujeito à multa.

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